terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ame mais.

Ah, o amor. Um tema tão clichê, mas que acredito ser cada vez mais necessário. Um sentimento tão bom, tão puro, um querer bem que é independente de tudo (ou quase). Mais que nunca, é preciso se esforçar pra viver bem. As pessoas andam concentradas, estressadas, falando ao seu celular, presas ao seu próprio mundo. Esquecem do próximo. Esquecem que existe um mundo além do mundo delas. Na minha visão, falta amor na vida de muitos. Com certeza, as pessoas que exercessem o amor em seu cotidiano, seriam mais felizes, realizadas. Tenho certeza que o mundo seria um lugar melhor. E não me refiro necessariamente ao amor no sentido mais comum da palavra, entre um casal de namorados apaixonados. Ame-se, ame seu ou sua companheira, ame sua família, seus amigos, as pessoas na rua, seus ídolos, suas músicas, até os animais se você simpatizar com eles. É gostoso, acredite.

Ame mais. O amor consegue te arrancar os melhores sorrisos. Ame mais. O amor consegue te fazer sentir coisas indescritíveis. Ame mais. Amando, você estará contribuindo para um mundo mais humano. Ame mais.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Finalmente, livre."

Já não dava mais certo. Quase todos os dias, brigavam. Qualquer descuido banal, como esquecer a cafeteira ligada antes de sair de casa era motivo para alvoroço. "Não acredito que você esqueceu ela ligada de novo! Porra, é todo dia! Energia tá caro, a gente não tem dinheiro pra ficar gastando assim!" Nem pareciam mais aquele casal perdidamente apaixonado até antes de morarem juntos. Ele não prestava mais atenção ao andar dela; seus cabelos trançados; o sorriso que o atraiu de forma tão intensa que não houve fuga; o sorriso que nunca mais vira estampado em seu rosto, mas ele nem percebeu a ausência do charme essencial de sua mulher. Ela, também, não olhava mais nos olhos verdes dele, os quais refletiam a luz do sol tão intensamente que chegava a cegá-la em determinados momentos, nem passava mais a mão em seu corpo que ela julgava ideal, e já lhe dera tanto prazer em tantas manhãs, tardes e noites de um misto fervoroso de libido e amor. Ah, o amor. Eles já não conseguiam encontrar o amor que antes era tão forte, tão explícito. As brigas o ofuscam, a falta de dinheiro lhe soterra. E nenhum deles faz questão de procurá-lo nas ruínas do palácio que era o amor deles. Moram juntos por comodidade e necessidade, uma vez que juntando seus míseros salários, conseguem ter mais dinheiro que se cada um morasse sozinho. Não fazem mais amor, só sexo, e muito raramente. Ela arranjou um amante, o qual satisfaz suas carências emocionais e que pretende arrancá-la de seu ninho de comodidade ao lado de seu marido, que já pensa também em arranjar uma amante. Ambos faziam de tudo para tentar fugir de sua rotina sombria, em que tentavam suportam um ao outro e o mundo ao redor que só tentava os comprimir em seu lar por mais tempo ainda. E assim continuaram suas vidas miseráveis e infelizes, até que um dia, após algumas semanas de suspeita, ela diz para ele: "Estou grávida, mas  você não é o pai. Não dá mais." Ele, não surpreso com a situação, disse que tudo bem e ela partiu, sem pedir desculpas ou olhar para trás. E ele, com um sorriso no rosto, pensava: "finalmente, livre."

Origem.

Numa bela madrugada, estava escutando The Verve; pensando na vida; tentando relaxar, porém perturbado com meus pensamentos; tendo epifanias de minhas verdadeiras razões para o que faço e o que deixo de fazer. Tudo para lutar contra aquela velha inimiga que me assola desde minha infância, mas que só agora a percebi como o monstro que ela realmente é. Estranho, pois tantos por aí convivem e até gostam de sua presença. Inclusive meus progenitores. Então, senti um impulso, uma necessidade de contar tudo a alguém, mas não soube canalizar meus pensamentos, fora que as pessoas devem ter coisas mais importantes - ou talvez apenas interessantes - pra fazer do que ouvir meus devaneios. Tive a "brilhante" ideia, então, de criar isto. Eu realmente não acho que alguém vai ler isso aqui, pelo menos não assiduamente, mas isso não me é necessário. Admito que apreciaria tal fato, mas posso continuar sem ele. Enfim, aqui tenho o tempo necessário para me expor da maneira que me convir. Talvez uma música, um conto se eu conseguir, ou simplesmente devaneios como é o caso desta postagem. Mas realmente, o que mais desejo, é conseguir me desiludir, me desvincular de vez de tudo isso que me faço acreditar ser necessário. Acabar com essas ilusões, tão amargas e tão doces ao mesmo tempo.